Rodrigo Craveiro (rodrigo.craveiro@gmail.com) - Editor do site Células-Tronco: Esperança
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Dia 5 de março de 2008, uma quarta-feira... Eles chegaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) usando cadeiras de rodas e muletas. Portadores de graves doenças ou deficiências, também eram portadores de ESPERANÇA! Após cerca de quatro horas de sessão, um pedido de vistas por parte do ministro Carlos Alberto Menezes Direito interrompeu e adiou ontem o julgamento da Ação de Inconstitucionalidade (Adin) da Lei de Biossegurança. No entanto, conseguimos vitórias: a presidenta do STF, Ellen Gracie, e o ministro Carlos Ayres Britto -- muito respeitado no órgão supremo do Judiciário -- votaram a favor das pesquisas com células-tronco embrionárias. Além disso, com a voz embargada, o ministro Celso de Mello declarou que o voto de Ayres de Britto permite, para milhões de brasileiros que sofrem, "o exercício concreto de um direito básico e inalienável, de que ninguém pode ser privado -- o direito de viver com dignidade". O julgamento deve continuar em um prazo de 10 dias a um mês.
Continua nas mãos do STF optar pelo obscurantismo da medicina, pela ciência arcaica, ou votar a favor de um sopro de esperança para a vida de milhões de pessoas praticamente desenganadas de cura. Cabe aos senhores nove ministros restantes do STF refletir sobre a possibilidade de um dia terem um filho ou um neto portador de uma grave doença, de olharem em seu sorriso tanta vontade de viver. E saberem que sua decisão no passado decretou praticamente uma sentença de morte ou representou uma vida plena de saúde e amor.
Caros leitores, é preciso que o STF aja com respeito ao interesse público. A própria Constituição brasileira define o direito à saúde como inalienável. Negar a saúde ao cidadão brasileiro é o mesmo que saquear o bem particular mais sagrado e inestimável que existe.
Em nome de milhares de Lorenas e de tantos outros cidadãos brasileiros que ainda crêem na saúde e na Justiça, o site Células-Tronco Esperança une-se às causas nobres desses pacientes e roga aos ministros do STF que continuem tendo sabedoria, discernimento e a certeza de que estarão votando a favor do pleno desenvolvimento científico. E, sobretudo, da vida.
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