terça-feira, 15 de abril de 2008
Esse texto aí embaixo talvez expresse um pouco do que eu gostaria de dizer sobre esse caso, mas não consigo! Não consigo porque pra mim é cruel demais imaginar tudo isso... queria muito acreditar na inocência desse pai e dessa madrasta! Queria de verdade! Queria muito acreditar que o ser humano não fosse capaz de tamanha atrocidade. Queria muito acreditar no ser humano, isso sim! Fico imaginando quantas Isabellas existem por aí, nesse mundão de meu Deus, passando por momentos iguais ao dessa Isabella, ou até piores, e sofrendo ali, caladas, em seu mundinho que a imprensa e a polícia não tem acesso... Quantas filhas, filhos, mães, pais, irmãos, que são arrancados de suas famílias, de tantas outras formas igualmente abomináveis, e NADA é feito! A polícia está fazendo sua parte no caso da Isabella? Tá sim... mas será que não é porque a imprensa tá em cima feito urubu na carniça? Quantas famílias que perdem todos os dias seus entes queridos, na mão de bandidos, e nada é feito, nada é descoberto... nada, nada, nada... Tenho uma amiga muito querida que perdeu a mãe de maneira tão horrível como dessa menina, e até hoje NADA foi feito, NADA foi descoberto... entendo quando ela diz que talvez isso não faça diferença, porque ela já não tem a mãe dela mesmo, que isso não trará a mãe dela de volta. Talvez esse lance de justiça seja apenas pra que a sociedade tenha uma resposta, um acalanto, de que não estamos totalmente sozinhos. Será mesmo? Às vezes tenho a sensação de que estamos completamente sozinhos nesse mundo, ou como diria minha vó, estamos "ao Deus dará"! Queria muito que tudo fosse igual pra todos, que a justiça fosse igual pra todo mundo, que o ordinário que tirou a mãe da minha amiga da vida ela estivesse apodrecendo numa cadeia tão fétida quanto ele. Será que isso é o que chamam de utopia, e que eu nunca entendi o que significa? Enfim... já que a justiça definitivamente não existe pra todo mundo, que exista então pra poucos, que esse caso da menina seja logo solucionado, que quem fez isso pague pelo que fez... e assim a vida segue! Injustamente, mas segue!
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