quinta-feira, 5 de junho de 2008

Hoje é aniversário do meu pai. Sempre digo que quando eu crescer quero ser como ele! Pessoa linda, em todos os sentidos. Amigo, alegre, divertido, é de uma honestidade que dá até raiva! Paizão ao quadrado. Quando eu era criança, fingia que tava chorando de madrugada só pra ele ir dormir comigo. E isso ele descobriu a bem pouco tempo atrás. Na verdade, acho até que ele sempre soube, mas fazia de conta que acreditava. Da mesma maneira que ele, a pouco tempo, me disse, que quando eu e meu irmão mentíamos pra poder sair à noite, ele sempre sabia, mas que era tão prazeroso ver a nossa cara, achando que tínhamos enganado a ele, que ele não se manifestava. Acho que a única "mágoa" que tenho dele é que quando éramos pequenos e ficávamos gripados, ele nos obrigava a meter güela abaixo uma colher (generosa, de mãe) de mel com limão. E SEMPRE dizia: "Se vomitar vai tomar de novo". Posso fechar os olhos e ver essa cena, e pior, sentir o gosto do mel! Hoje não posso sentir cheiro de mel que me dá ânsia. Enfim, ele devia saber o que estava fazendo. Eu acho! Posso também fechar os olhos e lembrar dos sábados à noite, quando íamos ajudá-lo a fazer lanches, posso lembrar dele me ensinando a andar de bicicleta, e de como ele nos carregava em cima dos seus pés quando chegava do trabalho. E também dele me xingando quando saiu comigo dirigindo pela primeira vez, e das broncas que ele dava quando eu saía e chegava só na manhã seguinte. Numa dessas vezes, cheguei na calçada de casa, desci do carro de uma amiga praticamente sem respirar, pra não fazer barulho, tirei os sapatos, e levei quase meia hora pra tentar abrir o portão sem fazer um ruído sequer. Entrei em casa, tudo escuro, ainda prendendo a respiração, e quando acendi a luz pra subir as escadas, lá estava ele sentado feito uma múmia na escada. Nunca levei um susto tão grande!

Pai, parabéns! Que você tenha tudo de melhor que puder existir nessa vida!

TE AMO

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