sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Envelhecer: eis a questão!

Ainda não cheguei nos 30. To quase lá. Mas isso não me assusta como acontece com a grande maioria das mulheres. Não consigo entender como esses simples algarismos mexem tanto com as pessoas. Não me arrependo nem por um instante ter brincado de boneca até os 15 anos, nem de ter dado meu 1º beijo de verdade aos 16. Não tenho a menor inveja da juventude de hoje, onde meninas de 14 anos, ao invés de bonecas, têm seus filhos no colo, com caras que elas provavelmente nunca mais verão na vida. Ou ainda, se gabam de ter beijado 37 caras mais idiotas ainda numa mesma balada, sem ao menos saber o nome de nenhum deles. Isso quando fica só no beijo. Quando eu saía era pra dançar, rir, falar besteira. E como isso era bom! Me orgulho de ter concluído minha faculdade, de ter assistido mesmo a todas as aulas, e depois ver a cara de orgulho e alegria dos meus pais no dia na minha formatura. Me orgulho de ter sido o que chamam de "careta", por nunca ter experimentado nenhum tipo de droga, nem cigarro sequer. O que chamam de caretice, prefiro chamar de inteligência. Nunca precisei disso, nem pra ficar mais "alegre", nem pra ser aceita em determinada turma de "amigos". Sou alegre ao natural mesmo. Aliás, sou boba e tonta. E como eu gosto de ser assim! Adoro falar besteira, sem me preocupar com o que vão achar de mim. A opinião dos outros sobre mim, definitivamente não me interessa. Sei do meu valor, sei que não existe ninguém pior ou melhor do que eu, existe apenas gente diferente de mim. Procuro buscar para a minha vida o que é bom. Quem busca para si o que é ruim, um dia perceberá o que isso lhe causa, mais cedo ou mais tarde. A verdade nunca falha. Me orgulho de ainda não ter nenhuma ruguinha no meu rosto, mas tenho certeza que terei orgulho também quando elas estiverem presentes. Isso se chama SABEDORIA. Me orgulho de ser como sou, de não ser nenhum padrão de beleza a ser seguido. E vejo que isso não me impede de ser feliz, e nem impede que eu tenha tanta gente querida ao meu lado, que me ama como eu sou. Me orgulho do marido maravilhoso que eu tenho, e de ter passado por muitas histórias conturbadas antes de encontrá-lo. Acho que essas histórias me prepararam para recebê-lo em minha vida, talvez antes eu não fosse digna de tê-lo ao meu lado. Me orgulho de ter respeitado meus pais, sempre. Porque sei que esse orgulho também é deles. Me orgulho de ter dado valor a quem merecia, e a quem não merecia também, pois isso me ajudou a reconhecer o verdadeiro valor da palavra AMIGO. E me ajudou também a excluir da minha vida quem, nem por um minuto, mereceu fazer parte dela. Isso dói? Muito. Mas acredito que é na dor que se aprende mais. Me orgulho de ter plena consciência que o valor de uma pessoa não é medido pelo que ela tem, mas sim pelo que ela é de verdade. Sem máscaras, sem rodeios. Porque essas máscaras SEMPRE caem. Ninguém consegue se esconder por muito tempo. Isso é uma das grandes verdades da vida. Sei que existem as desvantagens de se envelhecer. Mas ao fazer esse pequeno balanço de tudo o que já se passou comigo, ficou mais interessante. A única maneira, definitivamente, de não envelhecer é morrendo cedo. E como eu quero ainda viver muitos e muitos anos, melhor encarar a vida por outro ângulo. O ângulo de simplesmente ser feliz. E pronto! Simples assim!

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