quarta-feira, 24 de junho de 2009

Por mais que eu tente me segurar no fiozinho do novelo, antes dele se desfazer, parece que a minha mão sempre escorrega. E quanto mais eu puxo, mais ela escorrega. O fiozinho vai ficando cada vez menor. É exatamente assim que estou me sentindo hoje. É como se esse fiozinho representasse a pontinha que falta pra eu desabar de vez. Por mais forte que eu tente ser, ou tente aparentar, hoje sinto o fiozinho escapando por entre meus dedos. Sabe aqueles sonhos que todo mundo já teve, que você corre, corre, corre muito, e não sai do lugar? Que você chega a perder as forças de tanto correr, e não se moveu nem 1 cm? É assim que me sinto. Queria muito entender o propósito das coisas que acontecem na nossa vida. Crescimento? Aprendizado? Revide? Não sei... não sei de nada nesse momento. Se por um lado eu tenho um orgulho absurdo da educação que eu tive dos meus pais, por outro eu tenho ódio. Porque essa educação não me permite "chutar o balde", ligar o foda-se, sair por aí sem rumo nem pudores, e por aí vai. Minha avó sempre dizia, "não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe". Será mesmo? A parte do "bem que se acabe" eu já vivi, e muito. Aliás, estou vivendo a algum tempinho já. Estou esperando ansiosamente a parte do "não há mal que sempre dure". Embora me custe muito a crer que esse "mal" um dia vai acabar. Porque muitas vezes eu sinto que essa maré ruim já ficou incrustada em mim. Mas... prefiro acreditar nas palavras da minha avó. Aquele fiozinho a que eu me referi, é essa crença!

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