sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Ser ou não ser, eis a questão. Ou não.
Sim, estou mais perdida que cego em tiroteio, que bala em boca de banguela, que cachorro de pobre em dia de mudança. Estou num conflito interno sem fim. Não sei mais em que acreditar, que rumo tomar, se fico no caminho ou se mudo radicalmente a direção dos meus sonhos. Tem coisas que eu quero realizar, mas depois de alguns tombos o medo me impede de seguir adiante. Nem só o medo, mas quando as coisas demoram a acontecer, eu sempre me questiono se elas são mesmo pra acontecer ou não. E se eu estou insistindo num trem que não é pra ser? Ou pelo menos não é pra ser como eu quero que seja? Daí as pessoas me falam, "tenha fé". Fé em que? Sábias palavras de Herbert Vianna, "a arte de viver da fé, só não se sabe fé em que". Eu já tive tanta fé, mas tanta... me senti abandonada por Deus quando eu mais pedi que Ele estivesse do meu lado. É esse conflito interno que cresce cada vez mais em mim. Será que tudo isso existe mesmo? Ou será que tudo isso foi inventado pra que a vida fosse um pouco menos dura do que ela é, tipo vamos acreditar para as coisas ficarem mais fáceis. Ah sei lá! Estou com medo de sonhar, de ter planos, de lutar por eles... se depois lá na frente tudo for tirado de mim (mais uma vez)? Mais sábias palavras, dessa vez de Gabriel o Pensador, "nem sempre a fraqueza que se sente quer dizer que a gente não é forte"! Vamos ver no que vai dar.
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