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Longe de mim praguejar, pedir justiça divina ou qualquer outra coisa, ainda mais quando o “target” é alheio. Esse não sou eu. Mas preciso dizer, com todas as palavras, em alto e bom som, ou clara e simples escrita: demorou, mas caiu.
No ano passado quase que o Corinthians foi para a segunda divisão, mas acabou se safando. Dessa vez não deu, mergulhou de cabeça e o tão merecido castigo aconteceu. Castigo? Sim, acho que foi um belo castigo. Pena que nessas horas quem sofre mais é o torcedor, que nada tem a ver com o pato, é apenas um apaixonado inveterado. Mas, voltando, me refiro ao castigo à baderna, à esculhambação, a um clube administrado por pessoas corruptas e de má fé. Enfim, um retrato 3X4 do Brasil.
Nessas horas, fica a lição para todos. Sim, o futebol, aquela já manjada caixinha de surpresas, por mais fútil que possa ser ou parecer, nessas horas pode ensinar. Fica estampado na manchete do jornal que um clube envolvido em escândalos sórdidos foi para o fundo do poço. No país dos presidentes que não sabem de nada, isso já é um bom começo.
Se a justiça dos homens tarda e muitas vezes falha, outras justiças acabam sendo feitas. A polícia federal investiga o dinheiro sujo, mas sujo mesmo, que pinga sangue, com cheiro de pólvora da máfia russa, e que veio parar nos cofres do clube paulista. Alguém será punido? Ainda não sabemos, vamos torcer para que isso ocorra, como torcemos loucamente por um gol. Que as provas surjam e que pessoas sejam culpadas e punidas... não somente o clube.
Vendo de fora, pois não sou alvi-negro, não rio nem choro, apenas bato palmas para o ocorrido. E que todos aprendam, de uma vez por todas, que quando o poder caminha lado a lado com o crime, não acaba bem. É a lei de Maquiavel indo pra segunda divisão, é a prova de que os fins não justificam os meios, é a constatação de que sempre existe uma punição, direta ou não, mas sempre há.
Agora só falta essa máxima chegar a Brasília. E um dia chega, o caminho é um pouco mais longo, mas chega. Quem sabe é um primeiro passo para o fim do crime do colarinho branco... e preto.
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